26.5.11

Te sinto sob minhas mãos. Tão solido quanto um punhado de grãos de areia, que começam a se esvair de repente, quando mais é sentido quente, por entre as palmas. Você quase parece real. Naquelas horas a sós, em meio a quatro paredes, tudo é tão concreto que chega a realmente alimentar uma esperança disso tudo ser eterno afinal, de estar escrito em algum lugar e ter que acontecer, por mais que os ventos soprem ao contrário.
Seus lábios mal falam, mas seu corpo diz tanta coisa... Diz palavras de amor e juras de um futuro; fala de um perfeito encaixe, de entender o que meu corpo pede tão perfeitamente que tudo é quase uma dança, uma comunhão de sentidos, e gostos, e cheiros. E eles conversam tão bem como se fossem donos de uma linguagem única neste mundo. Eu sei que nessas horas você sente o mesmo que eu, e nesse tempo você quase começa a entender que tudo isso faz parte de um destino que enfim deve ser cumprido.
Mas ai você tem que embarcar naquele avião e dizer um “até breve”. E de repente, tudo aquilo que parece ter sido entendido por ambos os corpos, fica guardado e sufocando somente em meu coração. Até a sua próxima volta.
25.5.11
3.6.08
5.12.06

27.11.06
Juro que não sei mais. Teorias de uma vida inteira desabaram em minha cabeça me deixando um tanto quanto confusa. Sim, acho que estou tonta.